Qualquer um que não possua desvio comportamental que cause a falta de contato social já deve ter ouvido a célebre frase “bom era no meu tempo” quando o assunto é videogame.

O mesmo fenômeno comparativo que acontece com músicas, comidas, roupas, móveis, desenhos, filmes e tudo o mais que é produto da indústria cultural, foi desenvolvido em relação aos games quando a primeira geração a desfrutar das maravilhas eletrônicas “envelheceu”.

Imagem surrupiada daqui: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet

É evidente que cada geração terá um apego particular e todo especial aquilo que era a “sensação da sua geração”, afinal os games surgem na nossa vida com força total principalmente na adolescência, e não sou eu que vou ficar aqui pagando de psicólogo pra explicar a vocês o porquê dessa época de nossas vidas ser marcante e muito menos o porquê dos videogames ocuparem tanto espaço em nossas mentes quanto os peitos da vizinha.

A minha geração – os bravos nerds e gamers do interior da Paraíba – desfrutou com ênfase de basicamente três consoles: Nintendinho, Super Nintendo e Playstation.

NES

Lá por volta de 1994 ou 1995 o SuperNintendo era uma febre entre a molecada. Em uma época em que a internet não sonhava sequer em ser o fenômeno que é hoje, as lan-houses eram casas onde encontrávamos uma dúzia de Super Nintendos prontos para serem usados a preços módicos: 0,50 centavos cada meia-hora. Uma verdadeira bagatela, principalmente para jovens riquíssimos – o que no interior da Paraíba sempre foi muito comum – que não compravam os consoles apenas para terem a oportunidade de frequentar aquelas casas barulhentas, sujas e abarrotadas de crianças.

O fato é que todos nossos níqueis eram investidos em horas maravilhosas de SuperstarSoccer, Mario Allstar, Metroid, Street Fighter, Mortal Kombat e TopGear. Ah… bons tempos. Nesse mesmo período meus pais, por terem muito dinheiro e não saberem ao certo com o que gastar – resolveram me presentear com um PhantonSystem, o primeiro “clone” do nintendinho em terras brasileiras. O modelo atrasado para minha época se justifica porque eu não poderia ter um console do momento, afinal, quem seria o idiota de trocar aquela sujeira, barulho e preços baixos pra jogar no conforto de sua casa?!

Super Nintendo (SNES)

O console era de segunda-mão (evidentemente) e alguns pinos da entrada do joystick (sim, nessa época a entrada dos joysticks eram de pinos finíssimos) teimavam em entortar. Mas a diversão sempre continuava. Joguei horas e horas do fenomenal Double-Dragon 2, Ninja Gaiden, Mario Super Bros, Exterminador do Futuro, e mais um monte de outros jogos dos quais não me recordo o nome.

Apesar de ter gráficos lindíssimos e de oferecer diversão durante tantas e tantas horas sem apresentar nenhum problema, eu passei a almejar um Super Nintendo. E o consegui. Claro e evidente que isso aconteceu quando o Playstation já havia se estabelecido, mas consegui. O bom e velho console de 16-bits da Big-N ainda me rendeu muitas horas de jogatina, e foi nele que tive o prazer de desfrutar do tipo de jogo que para sempre seria meu favorito: RPG. Zelda, Chrono Trigger, Final Fantasy, Mario RPG, Lufia, EarthBound, tantos jogos excelentes, com histórias tão cativantes que me fariam não conseguir mais esquecer aquele console. Só passei a almejar com todas as minhas forças o Playstation quando vi um amigo jogando no console da Sony a continuação de um título do Snes: Breath of Fire III. Aqueles gráficos poligonais toscos e aquele mundo 3D mais quadrado do que real me parecia ser a última palavra em jogabilidade e enredo. Mas tive de me contentar com o Snes, pois o Playstation nunca conseguiu chegar nas minhas mãos, ou eu nas dele.

Playstation

Anos mais tarde eu ainda descobriria as maravilhas do SNES num bom computador K6-II, que me rendeu boas horas de jogatina em todos os RPGs que me caíam em mãos. Naquela época internet era um artigo raro e as roms eram distribuídas em módicos disquetes. Uma caixinha com 10 dava pra transportar uns três ou quatro jogos… Ual!

Eu cresci e as ocupações mais urgentes – quem inventou o trabalho?! – acabaram ocupando todo o espaço de tempo que eu dedicava aos games. Isso aliado à falta de dinheiro pra investir nos consoles cada vez mais caros, me afastaram gradativamente dos consoles e me prenderam à jogatina apenas de computador. Jogos para PC sempre foram bons, mas os emuladores continuam aqui, firmes e fortes fazendo minha vida feliz.

Agora voltando à frase inicial: “bom era no meu tempo”, mas era mesmo. Só que agora é bem melhor, porque com os emuladores não preciso desembolsar 15 reais toda vez que quero jogar um jogo no meu Snes (esse era o preço dos cartuchos piratas e o valor em média de uma locação pra se terminar um bom game). Claro que essa frase tem toda uma fundamentação empírica, afinal jogos como God of War, Guitar Hero, Mario Galaxy não empolgam um gamer de verdade, nem causam admiração com aqueles gráficos fenomenais, e muito menos emocionam com aqueles enredos incríveis e capazes de serem obtidos apenas na memória que os consoles atuais oferecem.

Os clássicos são clássicos e existem para serem mantidos na memória e matarem o tédio. Ou para servirem de base para excelentes jogos que encantam os mais velhos e deslumbram os mais novos, vide como o exemplo o sucesso que tem sido a franquia “New Super Mario Bros.”, que saiu primeiro pra Nintendo DS e agora pra Wii.

O fato é que eu gosto dos clássicos, quem experimenta a primeira vez também gosta – afinal, são Clássicos – e graças aos emuladores eles se tornaram imortais. O melhor ainda é descobrir que graças aos hackers dedicados do mundo todo, podemos jogar esses jogos emulados não só em computadores, como também em consoles recentes, principalmente portáteis – um Snes portátil era tudo que desejava em meus sonhos. Para os mais animados, há ainda um aparelho exclusivo para isso: o Dingoo, que além de emular Nes, Snes, Arcarde, Gameboy Advance e outros, ainda é uma central multimídia. Dá pra acreditar? A tecnologia é mesmo uma coisa do capeta… e ainda bem que ele a inventou.

Dingoo

Um abraço e que Deus esteja.

Inté.

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Como já diria Chico Anysio, um copo d’água e um boquete não se nega a ninguém. E Tessália – mais popularmente conhecida entre os pessoal da websfera como @twittess – seguiu à risca este preceito milenar. Estavam ela e o seu affair já tarde da noite, após uma grande festa, devidamente regados a boas doses de álcool e ela não poderia deixar (literamente) o rapaz na mão. Mandou ver e deixou o jovem tão feliz que ele até esqueceu (???) de retribuir o favor.

O mais interessante dessa novela picante é a reação que ela causou entre o pessoal dos blogs e do twitter. Todos puderam despejar todo o estoque de piadas clássicas e batidas que tinham em estoque e que esperavam há anos para usar. Sabe aquelas piadinhas com leite, engolir, cuspir? Por aí.

Tudo é muito engraçado, mas há algo nisso que não é: o moralismo hipócrita. Ora, quem é que não gosta dum belo boquete? Se houvesse ficha de cadastro pra pretendentes, o campo boquete seria obrigatório, e pode apostar que muitos e muitas seriam dispensados só por marcar este quesito como negativo. Entretanto, parece que baixou o espírito do pastor Silas Malafaia ou do papa Bento XVI – se a igreja é contra camisinha, não deve apoiar uma chupadinha – no pessoal e começaram a recriminar moralmente a moça. Teve neguinho dizendo que ela era “puta”, que era “boqueteira”, “vagabunda”, “safada”… Hã?! Como assim? Então aí ninguém gosta? E ninguém nunca fez nem recebeu uma tessaliada?

Tessaliada

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Fazer todo mundo faz, receber igualmente – a não ser que tenha sérios problemas sexuais que devem ser resolvidos junto a um profissional competente. Mas quando veem alguém fazer, ou sabem que alguém fez, aí esse alguém vira alvo das maiores barbaridades. Sabem por quê?  Porque sexo ainda é tabu e as pessoas, temendo serem descobertas em sua sexualidade, recriminam aqueles que a praticam publicamente. Talvez este tenha sido o maior erro da jovem @twittess, praticar em público. Se bem que nem tão em público foi, já que tinha um cobertor enorme sobre os dois e só se podia ouvir os gemidos e “barulhos” dignos de um bom e decente telessexo – bicho extinto pela maravilha da internet e dos redtubes da vida.

Então, deixemos todos de caretice e de falso-moralismo (afinal, só seria verdadeiro se ninguém fizesse, gostasse e/ou tivesse vontade) e vamos gritar um bordão que nunca fez tanto sentido como agora: chupa!!! E os moralistas que ainda assim acham um absurdo a chupadinha da moça, não se preocupem, sempre haverá alguém que fará por você.

Abraço, Inté e que Deus esteja.

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Nós não queremos só comida, já dizia Arnaldo Antunes e eu acrescento: nós queremos quadrinhos! Hoje é o dia mais festejado entre os amantes da nona arte: o dia do quadrinho nacional. Esta data comemora a publicação, em 1869, da primeira HQ brasileira, de autoria do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini. Claro que ela está muito bem preservada em algum museu por aí, só não sabemos onde, mas deve estar. Tomara que esteja…

Enfim, o dia é de alegria e comemoração. Por todo o país milhares de Nerds estão indo às bancas comprar uma boa revista brasileira. Tá certo que ele vai ter de rodar um bocado atrás de uma banca que venda algo além da Turma da Mônica, mas quem liga? É dia do quadrinho nacional, vamos virar latas de cerveja, gastar todos os nossos salários com HQs e publicar em nossos blogs, twitters, orkuts, facebooks e msns que é o dia da nossa sustentação ficcional.

Embora já exista bastante revista brasileira no mercado (isso foi uma ironia, releve…), na internet é onde encontramos muitos (muitos mesmo) trabalhos de quadrinistas brasileiros. O fenomenal Paulo Ramos cuida do dia com mãos de ouro e faz a já tradicional maratona, na qual publica links e informações sobre nossos companheiros de batalha. Visitem e divirtam-se com os conhecidos e desconhecidos talentos tupiniquins:

http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br

e no twitter tá rolando a tag fenomenal: #diadohqnacional

Agora me deem licença que eu preciso encomendar algumas HQs pela web (em Campina Grande só dá pra encontrar Marvel e DC). Bom dia do Quadrinho Nacional e comemorem com moderação.

Inté e Deus esteja.

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