Ochê
19 de maio de 2009

Ochê

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Não esqueci de vocês…

Amigos e Amigas,

o tempo anda curto até demais, mas eu já estou me organizando.

Já tenho umas tirinhas no forno e assim que eu puder respirar irei publicá-las aqui. Não esqueci de vocês e agradeço muito a paciência que têm tido com minha ausência.

Deus esteja,

inté

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Explicações…

Esse mês pode ser que a frequência de publicação das tirinhas diminua.

Mas logo-logo tudo volta ao normal – acho.

É isso

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Pequenas mudanças

Inspirado no Laerte, que batizou a categoria de suas tiras aleatórias de “drágea”, eu finalmente criei vergonha e bolei algo mais “criativo” (ou nem tanto) para batizar as minhas tiras aleatórias. Agora toda tira aleatória fica guardada na categoria “Rugidos”.

É isso.

Deus esteja

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Por que não liberar?

Voltar à velha rotina de imersão em livros é sempre muito produtivo. Esta semana tive contato com um ótimo texto, daqueles que ficam grudados na gente e que temos certeza que dificilmente iremos esquecer. O texto de que falo é O rumor da língua, de Roland Barthes.

O melhor do texto de Barthes é o modo como ele traz os holofotes para cima do leitor e estabelece: o leitor é livre para fazer o que bem entender com o texto, e como texto podemos entender não só os livros, mas tudo que podemos ler (o próprio mundo é um texto). O importante da afirmação do autor é que, se pararmos e erguermos a cabeça (como ele próprio diz) não há como questionar a liberdade do leitor. Lembro muito bem dos meus primeiros anos de leitura, quando eu construía as minhas histórias em quadrinhos com os personagens dos gibis que comprava na feira.

Para os que produzem algum tipo de material para ser “lido” (leitura aqui entendida como algo muito além da leitura só de livro), como música, pintura, fotografia, propaganda, quadrinhos, arte ou entretenimento em geral, isso traz um imenso dilema: se o meu leitor, alvo principal de minha produção, cria e recria a minha obra o tempo todo, porque proibi-lo de divulgar, de tornar pública essa criação?

Quando eu iniciei com a publicação de tirinhas, antes do imenso hiato que separa minha antiga fase da fase atual, eu tinha um pensamento muito parecido com o de Charles Schultz, genial criador do adorável Snoopy. Pra quem não sabe, Schultz proibiu a utilização de qualquer um de seus personagens, apenas ele e o animador da série de TV, poderiam usar os adoráveis personagens de Peanuts. Com isso, o autor desejava que sua obra não fosse “pervertida”, que não colocassem seus personagens em rumos e caminhos muito diferentes dos que ele imaginou.

Isso é bom, se pensarmos que a obra manterá sempre  o seu espírito original, da mesma forma que o seu criador planejou. No entanto acarreta alguns problemas que, pondo em uma balança, acabam prejudicando mais a obra do que ajudando. Primeiro, devemos pensar no dano que isto causa para as gerações futuras. Hoje o acesso aos Peanuts já é algo difícil para a nova geração, tão habituada que está aos animes. Imagine então daqui a 10 ou 20 anos. Se os traços de Schultz e as animações derivadas de suas tiras já parecem retrogradas para a garotada, como será daqui a duas décadas? Se a produção de outras obras estivesse permitida pelo autor a coisa poderia ser muito diferente: a genialidade dos personagens de Peanuts poderiam sobreviver por um tempo indeterminado em tiras, revistas e animações (até filmes) que se repetiriam e se recriariam ao longo dos anos.

Evidentemente a liberação de obras por outros que não o criador pode gerar alguns constrastes demasiadamente bruscos quando comparadas criação derivada e criação original, um belo exemplo disso é a nova versão de desenhos feitas para o Pica-Pau no início deste século. A nova ave em nada se parece com o personagem perverso e carismático que encantou o público do século XX. Entretanto, o Pica-Pau continua lá e outras obras que resgatem o espírito original do personagem podem ser criadas.  Sem falar que as obras derivadas do original, muitas vezes, podem ser muito boas e até melhores. Vejam o que aconteceu com os Looney Toones, criação iniciada por Tex Avery. A Warner caprichou nas novas versões da série e conseguiu produzir desenhos tão bons quanto os originais (com todas as adaptações e inovações necessárias).

Hoje, como podem ver pelo que eu disse até aqui, meu pensamento é completamente diferente. Na arte e no entretenimento não vejo motivo para proibir outra pessoa de desfrutar, criar e produzir a partir de algo que eu fiz. Por que proibir o acesso das pessoas à minha criação só porque elas não podem pagar para ter acesso a elas? A resposta está na indústria do consumo e na sociedade que até bem pouco tempo seguia muito bem as regras do mercado capitalista.

Porém, graças à internet e principalmente à noção de “compartilhamento” que foi enriquecida e evidenciada em muito com o surgimento do projeto GNU e do Linux, após essas iniciativas do compartilhamento do saber, outras iniciativas foram surgindo e hoje nós encontramos inúmeras formas e projetos que incentivam a livre distribuição e utilização dos mais variados materiais.

Os gigantes da indústria ainda teimam em criticar esse modelo, alegando que isso tira os benefícios do autor. Sob o pretesxo imbecil de que assim o autor não terá reconhecimento – como se reconhecimento se traduzisse no número de zeros à direita que a sua conta bancária possui.

Alguns exemplos de como essas desculpas estão erradas podem ser encontradas aos montes por aí. Para iniciar, podemos falar do mais famoso: Linus Torvalds. Alguém acredita que o célebre criador do Linux seria tão famoso se não tivesse liberado a sua criação pra todo mundo usar, abusar e modificar? Certamente não. Outro caso significativo é do Radiohead, que lançou um álbum na web, que você pagava o quanto quisesse e se quisesse, e que redendeu mais lucro do que o álbum anterior, vendido nos moldes tradicionais. No campo dos quadrinhos, há a mais famosa das webcomics nacionais: os Malvados. André Dahmer, criador do site, não permite a livre utilização e criação de obras derivadas, mas permite a circulação das suas tiras pela web sem problemas (desde que o avise antes), e isso certamente foi o que o tornou mais popular e o faz hoje vender camisetas, canecas e livros das tiras que (pasmem) ele publica no site.

Enfim, isso tudo serve apenas pra tentar fazer você, que produz ou consome algum tipo de produto cultura, entender que há outras maneiras de se lucrar com a obra. Não é necessário amarrar ela em inúmeros “direitos autorais” para que os outros saibam quem a produziu (vaidade inevitável). Não é justo privar as pessoas de escutar uma música, ler um livro ou um quadrinho, ver uma pintura só porque elas não podem pagar por isso. Muito menos justo é impedi-las de expor suas “leituras” de produções que elas ouviram, leram e observaram.

Viva a criação e a liberdade. Isso é o que verdadeiramente movimenta o mundo.

É isso.

Ótima semana pra todos.

Um abraço.

Deus esteja

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A Nossa Hora

Sim, eu acredito que a nossa existência no planeta Terra ainda tem salvação. Acho que toda mobilização e conscientização é muito tardia, mas fazer o quê? Somos humanos, e só conseguimos enxergar o perigo quando este já está mordendo nossas caudas.

Hoje, dia 28 de março de 2009, é o dia que a organização mundial WWF batizou de “A Hora do Planeta”, que pode ser compreendida como uma mobilização mundial para alertar sobre os problemas que veem acontecendo com o mundo. Essa é uma ótima iniciativa e uma ótima oportunidade para todos nós mostrarmos que estamos preocupados com tudo isso e que queremos os nossos governantes fazendo algo pra amenizar a situação catastrófica que instauramos na Terra. Para participar é muito simples: basta desligar as luzes de casa durante 60 minutos, das 20:30 até as 21:30.

Contudo, prefiro chamar esse momento de “A Nossa Hora”. Isso porque tal título evidencia algo que a mídia e os próprios órgãos ambientais não se tocaram ainda: o problema ambiental não é um problema do planeta, tadinho. O problema ambiental é nosso problema. Já está mais do que na hora de esquecermos nosso pensamento judaico-cristão de superioridade sobre as demais formas de vida e entendermos que a Terra pode sobreviver sem nós (até melhor, diga-se de passagem), e que ajudar “ela” agora é nos ajudar. Nós não somos peças especiais do ecossistema. A natureza não existe por causa que nós existimos. Somos apenas uma parte disso tudo e seremos um dos maiores prejudicados da bagunça que fizemos.

Portanto, amigos, não se esqueçam: essa é a nossa hora. Não vamos deixar isso passar em branco: apaguem as luzes.

Um Abraço

Deus esteja

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Você já votou hoje?

Seguinte pessoal, como todos já devem saber, estou concorrendo ao prêmio de votação popular do Apaixonados por Quadrinhos. No entanto, até agora minha colocação está um “miserê”, parte culpa minha também por não estar divulgando a minha participação. Mas sempre há tempo para remediar.

Por isso, camaradas, peço a ajudinha de vocês. Se gostam deste site (ou até mesmo se não gostam), dediquem um tempinho para votar.

O processo para votação é bem prático. Basta seguir os passos abaixo (copiado e adaptado descaradamente do quadrinho.com):

1) É necessário estar cadastrado para votar. Para se cadastrar, clique aqui. Depois de cadastrado vá a sua caixa de e-mail e confirme o cadastro. Você só precisa fazer isso uma única vez.

2) Vote clicando aqui.

Você pode votar uma vez por dia. Por isso, volte lá e vote amanhã. Ah, e depois também. E depois, e depois, e depois. Deu pra entender, né?

Obrigado a todos que votarem.

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Produzindo Quadrinhos com Software-Livre

O tutorial para a criação de quadrinhos utilizando software-livre foi um relativo sucesso. Muitos ajudaram na divulgação, entre eles: o Robson Freire, o Bruno, o Br-Linux, a Cindy, a Sinara Duarte, o AndeOn. (se esqueci alguém, mande o recado que eu adiciono).

O Anderson, do OGIMP, foi muito camarada e hospedou o tutorial disponibilizando a leitura online, além de dar algumas sugestões que já estavam nos planos.

Este tutorial é uma versão em desenvolvimento, ou seja, a intenção é aprimora-lo com mais e mais dicas para torná-lo o mais prático e completo possível. A primeira versão eu levei cerca de três horas pra produzir, daí ser tão resumido. Contudo, as próximas versões ficarão bem melhores, já que será só acrescentar mais conteúdo ao que já existe.

Neste sentido, estou aceitando dicas e sugestões que possam incrementar esse tutorial básico. Pretendo ainda acrescentar um capítulo a respeito da diagramação, já que alguns quadrinistas gostam de trabalhar com o desenho de cada quadro em uma página separada. Enfim, se você tem alguma dica ou sugestão, entre em contato pelo email: contato[ARROBA]noisnatira.com com o assunto SUGESTÃO TUTORIAL. Ficarei feliz em receber a mesma e analisar a sua pertinência.

Por enquanto, aproveitem a primeira versão. Assim que estiver com mais novidades, eu aviso.

LEIA A VERSÃO ONLINE

FAÇA O DOWNLOAD DO TUTORIAL

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Documentar, documentar… eis uma boa ação.

Caros leitores,

o desemprego me proporcionou umas horas de ócio e eu utilizei parte desse tempo livre pra produzir uma documentação sobre o GIMP e o Inkscape, e mais especificamente sobre a produção de quadrinhos com softwares-livres.

É um tutorial básico, mas que contém informações essenciais para a produção, com qualidade, de qualquer revista em quadrinhos.

Muitos podem saber/conhecer modos diferentes (e até mais práticos) dos que eu utilizo neste tutorial, mas, sendo auto-didata, essa é a forma como eu aprendi, e acredito que, para muitos que não sabem como fazer, esse tutorial vai ser muito útil.

Divulguem e espalhem o máximo possível este documento. Vamos mostrar que o uso de ferramentas livres para a produção de quadrinhos é possível.

É isso.

Abraço.

Deus esteja

DOWNLOAD AQUI

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Divagações dominicais

Como diria Raulzito: se a onda agora é fazer protesto, eu também vou reclamar

Qual o problema com os quadrinhos brasileiros? Essa pergunta talvez seja a mais difundida desde que começou a se produzir figuras, balões e diálogos em terras tupiniquins. Assim como a maioria das pessoas que produzem algum tipo de quadrinho e a maioria dos leitores deste blog ou de qualquer outro blog sobre/de quadrinhos, eu também não sei a resposta. Mas podemos pensar um pouco sobre isso.

Algo parece ser um fato no cenário de quadrinhos no Brasil: a maioria dos leitores de quadrinhos não consegue enxergar o quadrinho nacional. Com a exceção feita aos que desenham e sempre buscam fanzines e outras produções nacionais, poucos são os leitores efetivos de HQs (aqueles que sempre estão na banca perguntando pela última edição do Batman e dos X-men) que buscam algo produzido nacionalmente.

Talvez os quadrinhos nacionais não tenham qualidade suficiente, tanto gráfica quanto argumentativa, pra chamar a atenção desse leitor habituado às mirabolantes sagas da Marvel e da DC. Porém, há de se pensar também que esse leitor esteja habituado demais ao estilo “super-herói” e espere que do Brasil venha um boa HQ dessas. Pessoalmente, acredito que esse bom “super-herói” não chegou e nunca vai chegar, principalmente porque essa coisa de super-heróis é uma invenção estadunidense e que se adequa muito bem à visão deles (e que foi difundida pelo resto do mundo).

Definitivamente, “nossa praia é outra”.

Certa vez, ainda na graduação, meu professor de “Literatura Comparada” (Luciano Justino), ressaltou que, na opinião dele, os grandes “super-heróis” do quadrinho nacional são personagens como Rêbordosa, Skrotinhos, Aline, Piratas do Tietê, Pererê, Maluquinho, Mônica e tantos outros clássicos do cartum nacional. Eu concordo plenamente.

O mercado editorial brasileiro é fraco e sofrido em todos os segmentos – os autores de literatura sabem muito bem disso – e no caso dos quadrinhos não é diferente. Contudo, alguns títulos/personagens conseguem se destacar em meio a essa tristeza. Esses títulos são justamente de autoria de gênios do humor tipicamente nacional.

Muitos podem criticar e até torcer o nariz, mas a criação de Maurício de Sousa é brilhante pelo seu conteúdo eternamente atrativo e atualizável. Aliás, foi por meio de Maurício de Sousa e da coleção da Coca-Cola (acho que de 1989 ou 1990) que eu comecei a leitura de quadrinhos, quando eu tinha 4 ou 5 anos. Como minha família não tinha condições de comprar revistinhas pra mim, eu juntava tampinhas de Coca, Fanta e Sprite nos bares da vizinhança (com a ajuda de vizinhos e parentes) e periodicamente trocava pela minha revistinha na banca mais próxima (consegui toda a coleção). Hoje não tenho nenhuma dessas edições. Troquei por outras ou dei pra algum primo mais novo que provavelmente jogou fora após as primeiras “olhadelas”.

Além de Maurício de Souza, não podemos esquecer do Mestre inigualável e inimitável Ziraldo. Seu fenomenal personagem, o Menino Maluquinho e a incrível Turma do Pererê invadiram as bancas de quadrinhos e tomaram conta do público, alegrando toda uma geração. Quando criança em Campina Grande, depois da iniciação com a coleção Coca-Cola da Turma da Mônica, eu visitava periodicamente a feira-central da cidade em busca das bancas de revistas usadas. Por que na feira-central? Oras, porque lá tinha os Gibis usados mais baratos, e por uma simples razão: a imensa maioria não tinha capa e/ou faltavam algumas páginas. Nada grave. E na minha lista de compras semanais (eu ganhava 2 ou três revistas, dependendo do humor de minha mãe) eu sempre buscava uma de super-heróis (achava ruim não poder acompanhar as sagas, já que nunca achava o número seguinte da revista) e outra da mônica, zé-carioca (esse é traço e argumento nacional), menino maluquinho ou Pererê (quando tinha, porque nessa época o Pererê tava morrendo no mercado).

Por falar em “morte” no mercado, é lamentável ver que as crianças de hoje não apreciam mais essas revistinhas. A editora Abril tá se arrastando com os títulos da Disney que foram populares por tanto tempo. A Turma da Mônica também não tá tão popular quanto era antigamente e cada vez mais crianças esquecem estes títulos em detrimento dos enlatados japoneses e estadunidenses.

Não sei qual a realidade em outras regiões e estados do país, mas aqui na Paraíba as bancas exibem prateleiras repletas de DC, Marvel e Mangás e pouquíssimos títulos nacionais. Sem falar que muitos destes em edições mega-atrasadas.

Nos jornais, terreno sempre fértil para o surgimento e expansão do nosso genuíno quadrinho, a coisa também não anda nada bem. Mais uma vez citando o caso do meu estado, Paraíba, nenhum jornal veicula quadrinhos. O máximo que temos de cartum é uma ou outra charge que recebe cerca de dez centímetros quadrados no caderno de política. Em âmbito nacional, não custa nada citar o caso recente do Jornal do Brasil, que cancelou a publicação de sua excelente seleção de quadrinhos, que incluía, entre outros grandes autores, André Dahmer.

O que está acontecendo com o Brasil? Se no início desse texto eu já ressaltava o problema do mercado editorial em relação aos quadrinhos, conforme a década de 2010 se aproxima a coisa parece ficar cada vez pior. O mais irônico é que o interesse por quadrinhos nacionais não parece ter diminuído, já que alguns quadrinhos continuam fazendo sucesso na web (a exemplo do Bichinhos de Jardim e do Malvados). Mas algo é interessante de ser observado: o sucesso dos “Malvados”, dos “Bichinhos de Jardim” e do ainda não citado “Homem Grilo”, entre tantos outros, ainda é extremamente baixo quando comparado à “febres do momento”, como o Dr. Pepper.

Em recente votação popular de um grande concurso de webcomics (não lembro agora qual o site/instituição que promoveu), Dr. Pepper ganhou disparado como melhores tirinhas do Brasil. Analisando criticamente a produção do “Criador”, ela não chega nem perto da produção do André Dahmer, da Clara Gomes, do Cadu Simões, do Angeli, do Laerte… efim. O humor das tirinhas do Pepper se resumem à exploração gratuita e barata da sexualidade, geralmente denotando e reforçando preconceitos.

Lembrando aqui uma classificação de George Bataille (em “O erotismo”), uma das características da pornografia é a perpetuação de valores sociais que valorizam sempre o macho Alfa em detrimento da mulher, do homossexual e outros. Todo mundo já deu sua olhada em alguma pornografia, mas ela sempre representa um prazer momentâneo, que não deixa e não provoca nada de permanente em você. Se ela transforma-lo, será sempre no sentido da segregação sexual.

A pornografia é sempre impulsiva e infantil. O humor sexual pode ser obtido por outros meios que não a pornografia, um ótimo exemplo disso é a eterna “Rêbordosa” ou os “Skrotinhos” de Angeli (assim como muitas de suas charges), também a produção do incrível Adão Iturrusgarai. Eu prefiro estes.

O cenário é negro e o gosto popular parece cair cada vez mais. Sempre haverá de existir aqueles que resistem e a internet é uma ótima ferramenta para a manutenção de um padrão mínimo de qualidade nos quadrinhos nacionais.

Enquanto isso, nos resta esperar que o cenário melhore.
Oremos.

Pra compensar e apreciar:

O cenário é triste, mas a coisa ainda tá bem engraçada.

Vamos a uma lista de autores de quadrinhos espalhados pela websfera:

Destaque para a nova geração de quadrinistas web:

É isso. Minhas sinceras desculpas se esqueci alguém.

Twiteiro desde criancinha

Para os que ainda não seguem, sigam:  @RodrigoLeao

Um abraço a todos e ótima semana.

Deus esteja

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Estudo II: a correção

A paleta de cores que eu utilizei na imagem anterior apresentou uma certa “diferença” quando exibida em monitores CRT, os famosos monitores de tubo. Colori novamente a imagem, desta vez utilizando uma paleta mais “compatível”.

Me digam o que acharam.rock_color1

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